Archive for 2016

GERAÇÃO 60 X GERAÇÂO 80 X GERAÇÃO 2000: o Choque de Gerações

By : RodrigoPatoDonald
"Bons momentos enfim, chegam assim de repente e são de só de quem guardar...."




Ai.... gerações... está uma guerra de gerações nos últimos dias.... Depois do surgimento da notícia de que Jaspion podia surgir no próximo filme da Toei (Dekaranger VS Gaban), os veteranos ficaram em alvoroça. MUITAS especulações surgiram. Muitas teorias nasceram. Muitos desafios surgiram. E, também, surgiram MUITAS trocas de farpas entre as gerações. Como assim "trocas de farpas entre gerações, Pato??"... Bem... o surgimento do Jaspion causou um certo desconforto entre as três gerações e com isso, uma horda de guerras e ataques surgiram entre si... PRINCIPALMENTE entre as gerações Anos 80 VS Anos 2000... então... vamos desbaratar sobre esse meio...

(Embora sabemos que tenha MUITAS Mulheres (e meninas) que curtem Tokus, a MAIOR parte da participação de grupos/fóruns/sites/chats e etc são de Homens (e meninos), dando a entender que os tokusatsus sejam um entretenimento para o gênero masculino. Ou seja, essa matéria vai ser direcionada EXCLUSIVAMENTE para os homens. Mas, as moças podem (e DEVEM) parar para analisar e refletir).

Vale salientar que a geração que consumia Tokus nos anos 60 é BEM diferente da geração que consumia Tokus nos anos 80, que é BEM diferente da geração que consumia Tokus nos anos 2000. Nos anos 60, os meninos se contentavam com um bilboquê e um pião (as meninas gostavam do bambolê... XD). Na música, o rock "super transado"de Elvis Presley e dos Beatles embalavam os sonhos da juventude. O cinema era recheado de musicais clássicos, como Cantando na Chuva. Ah... os tokus.... a geração dos anos 60 se divertiam com o Kaiju Príncipe Dinossauro e o Kyodai Hero Magma Taishi. Mas, o MAIOR trunfo dos tokus na TV brasileiro nos anos 60 para início dos anos 70 foi o National Kid (principalmente porque ele lutava contra os Seres Abissais e os Incas Venezianos com suas armas mirabolantes). Gente... nossos pais ficavam vidrados nas aventuras de National Kid.



Ah... os anos 80. Já era um pouco mais colorido esse mundo. Os meninos já queriam o Atari e o Jogo da Vida para entreter as tardes deles (e as meninas já queriam colecionar as Fofuletes... XD). A música já era o descolado pop-rock, como vimos em artistas como Madonna, Cindy Lauper e Sade. No Brasil, fomos envolvidos pelas baladas do Kid Abelha, Titãs e Cazuza. A programação infantil dos anos 80 surgem com Angélica, Trem da Alegria, Fofão, Mara Maravilha e Xuxa. Os Tokus.., Ah,, os tokus no Brasil... surgiram no final de 1987 com Changeman na Manchete. Estourou mesmo com Jaspion a partir de 1988. Avançou os anos 90 com fúria total trazendo vários seriados. Ai.. a gente ficava vidrado nas aventuras de Jaspion-Changeman.

                           

Ah... os anos 2000. Os vídeo-games da hora eram o Playstation 2 e o Nintendo 64 (as meninas já queriam o discman ou um MP3-Player). O cenário musical estava forte com o surgimento das "divas pop", como Britney Spear, Pink, Cristina Aguillera e entre outras. No Brasil, o axé e o funk predominavam as paradas de sucesso. O cinema ganha com os filmes de super-heróis e na nossa TV, as novelas estavam ganhando novos rumos. Também temos o declínio na programação infantil, onde boa parte da programação infantil foi abolida. Os tokus... Ah.. os tokus... Tivemos a retomada na TV com Ryukendo em 2009. Graças a Ryukendo, ficamos sabendo da existência de que o Japão NÃO parou de produzir tokus e sabemos que teve MUITO mais heróis. Aí... veio os downloads! E nosso conhecimento de tokus (pelo menos, de boa parte da galera) aumentaram e conhecemos novos heróis!



                           


Vocês viram por meio desses parágrafos, como foi o andamento e as mudanças de comportamento de de três gerações em diversas facetas, como música, brinquedos, artistas e etc. Agora, QUAL A GERAÇÃO QUE VIVEU O MELHOR MOMENTO?? Boa pergunta... Claro que a geração em que se viveu vai dizer que é a melhor foi a dela. Mas, estamos aqui para NÃO falarmos de música pop, vídeo games, bambolês, fofuletes, Madonna e etc. Estamos aqui para falarmos do CHOQUE de três gerações de consumidores de tokus NO Brasil. E como isso afeta o comportamento da fan-base de tokus na internet. Por que tanta agressão? Por que tanta nostalgia? Quando a nostalgia se torna um veneno?  Sim... vamos falar de TUDO isso. Então... sentam lá, pois lá vem história.

Bem... desde que ficamos sabendo que os Kamen Riders NÃO pararam em Black RX (como MUITOS acreditavam), percebemos uma mudança MUITO drástica na franquia. Mudanças para melhor (ou pior, depende do ponto de vista) foram notáveis. Mas, vamos focar em Kamen Rider Gaim, por exemplo. Quando saiu as primeiras imagens e o tema ser de frutas, comentários nostálgicos como do tipo "Ai, no meu tempo era..." eram comuns. Quando ToQger surgiu, mais comentários, com nível de comparação, surgiram na toku-net com a mesma frase "Ai, no meu tempo era...". O pior, pessoas mais velhas começaram a desdenhar dos tokus atuais e de quem curte tokus atuais, geralmente, formado por pessoas de 22 anos pra baixo. E eles ficavam quietos.

Quando surgiram as primeiras imagens de Ex-Aids, comentários maldosos, vindo de pessoas mais velhas, surgiram contra os mais novos. Só que, nos últimos meses, houve uma reviravolta enorme na tokunet e os mais jovens estão retaliando os ataques que vem sofrendo desde os primórdios da toku-net. E, em MUITOS casos, as retaliações que os mais jovens fazem contra aqueles que, no passado, tripudiavam deles e das séries que eles curtiram, estão até pesada. E, por causa disso, a toku-net está em pé de guerra desde então e as guerras estão mais acentuadas.

O MAIOR problema das três gerações é quererem enfiar seus seriados como verdades absolutas e ficam CEGOS com relação ao que eles representam. Voltando ao caso do Jaspion que tá para retornar ano que vem. As pessoas estão TÃO cegas, mas, TÃO cegas que se recusam a enxergar a verdade. O filme é sobre Dekaranger VS Gaban. Mas, SÓ aquela foto minúscula naquele anúncio já foi motivo de MUITAS especulações e teorias. Já estão procurando saber: "Como eles vão continuar a história de Jaspion?? Vai ser o retorno do Jaspion numa nova série?? Vai ter luta do Daileon para salvar o filme??".. fora as afirmações insólitas do tipo: "Jaspion é o DEUS dos tokusatsus !" (Godzilla e Ultraman pra quê, né??), "Agora esse geração emo-viadinha vai ver o que é herói MACHO de verdade!"...

O retorno de Jaspion DEVE ser comemorado e MUITO. Mas, TUDO com precaução e cautela. Como citado, o filme terá foco em Dekaranger e Gaban. Ou seja, coloquemos os pés nos chão. Não é motivo para atacarmos as gerações atuais por causa disso. Não precisa esculachar os seriados e heróis da geração atual por causa disso. E agora essa geração estão revidando e eles estão mais ácidos e os mais velhos não estão gostando. O filme, SE aparecer o Jaspion, vai ser uma participação BEM pequena. Contente-se com Mad Gallant e Benikiba. NÃO vai ter série nova de Jaspion e NEM do Jiraya para começar de ONDE eles pararam. NO Japão, essas série são MAIS umas de uma MULTIDÃO de séries que os japoneses possuem. Então, não pensem que os japoneses vão "endeusar" Jaspion e Jiraya só para satisfazer a Soberba pessoal de veteranos brasileiros. Já vi gente na internet até atacando o Tokudoc, que fez um vídeo EXCELENTE explicando a situação do filme do Dekaranger e Gaban, desejando que o canal caia depois que "lançarem uma nova série do Jaspion e Jiraya", num ataque covarde ao canal e ao Danilo por revelar a verdade para os veteranos.

Gente! A MAIORIA dos que se dizem toku-fãs são marmanjos de 30 anos pra cima. Já passamos da idade de ficar de "guerrinha" na internet por causa de gostos de gerações. Já passamos da idade de querer que nossa nostalgia se sobressaia sobre a evolução das séries e dos tipos de heróis. Alguns ficam TÃO cegos, mas TÃO cegos que se recusam a pesquisar a verdade em alguns pontos. Por exemplo, no dia 25/12/16, o pessoal o Bone Lopes fez uma brincadeira para mostrar que os fãs estão TÃO cegos e que não conhecem NADA de tokusatsu e fez uma crítica com uma ousadia incrível e inteligente. Eles fizeram uma montagem com o ator do Nossan/Kyoryu Blue de Kyoryuger e colou a foto do Jaspion. O povo viu e saíram afirmando que ele seria o Tarzan Galáctico como Jaspion no filme de Dekaranger VS Gaban. A euforia foi TANTA, mas TANTA, que compartilharam, divulgaram e fizeram TUDO para crer que aquele seria o "retorno triunfal" de Jaspion. Mas, não averiguaram que o teor da foto é brincadeira. Mas, NEM isso enxergaram, segundo o próprio Bone. Isso mostra que a MAIORIA dos veteranos NÃO conhecem Kyoryuger e NEM procuraram pesquisar a origem da notícia. Então, geração tokus anos 80, ACORDEM! Coloquem os pés no chão, pois NÃO machuca.

E para a geração de toku-fãs de 2000, quando se sentirem acuados pelos veteranos, NÃO revidem! Abstraiam! Não vale a pena trocar farpas! Isso só causa AINDA mais a divisão. É difícil ficar calado?? Sim! É MUITO difícil! Até eu mesmo as vezes perco as estribeiras e eu NÃO estou isento de falhas e erros. Sei que vocês, jovens, já encararam MUITOS desgastes e sofreram MUITAS retaliações nessa toku-net e estão descobrindo um mundo onde vocês podem tirar grande proveito num hobby que pode ser bem proveitoso. Descubram seus heróis. Assistam suas séries. Não se intimidem quando falaram que "rider é viadinho e colorido" ou "esse super sentai é para debiloide". Vocês são mais do que isso.

E para a geração de toku-fãs dos anos 1980 e 2000, aprendam da geração de toku-fãs dos anos 60. Olhem só! MUITOS tem acesso a internet. MUITOS apreciam os tokus da geração deles e estão conhecendo os tokus da geração 1980 e da geração 2000. Não se vê eles dizendo que "no tempo deles que era bom", "que os heróis deles que eram machos" e variantes... simplesmente eles assistem e curtem e aprendem a conhecer coisas de vários tempos e se divertem. Já disse uma vez e repito. É possível curtir coisas novas e diferentes SEM desgostar de coisas dos seus tempos. Jaspion não vai deixar de ser uma série boa se você assistir e gostar de uma série nova. E Kamen Rider Gaim não vai perder o charme se vós assistireis um Kamen Rider Black. E garanto que vocês podem aprender MUITO assistindo um Príncipe Dinossauro do tempo de seus pais e avôs.

Enfim... assistir um tokusatsu pode nos dar bons momentos.... como dizia os versos iniciais... bons momentos, enfim, chegam assim de repente e são de só de quem guardar.... então, assistam tokus, mas sejam pés no chão. Procurem pesquisar sobre as fontes de notícias. Agora, que tal unirmos as 3 gerações de toku-fãs e fazermos os nossos momentos como os bons momentos dos outros??? :D


Problemas para baixar nossos links no Mega?? Lhes apresento OUTRA opção para baixar!!

By : RodrigoPatoDonald



Olá, bacanudos e bacanudas... tudo bem com vocês?? Venho por meio desta lhes ensinar MAIS um macete para baixar links do Mega. Vamos lá??

Existe um aplicativo chamado Megadowloader. Para baixá-lo, usem esse link AQUI ! Vamos lá.. baixem e instalem!! O Pato aqui vos espera....

(Tempo)

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(Time Up)

Pronto! Já instalarem ele, vamos lá?? Vamos!! Depois de instalado, vocês vão na área de trabalho (desktop) e procurem o ícone do programa. Aqui, no meu Desktop, está marcado num círculo branco.



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Depois de acharem, clique duas vezes e ele vai abrir. Ele vai ficar assim:



Agora, vocês devem estar se perguntando: "Pato, como vou baixar agora??"... Simples! Venham KKKKK que eu lhes ensino! Vocês vão no link do Mega:



Como vamos colocar o Link no Megadownloader?? Vocês vão nessa janela do MegaDownloader e cliquem com o botão direito e cliquem onde está marcado com a seta verde (Adicionar Link). 




Depois que clicar, vai aparecer essa aba:


Depois com essa aba aberta, vão na barra de endereço do link e selecionem o endereço e copiem e, sem fazer nada, o link já vai automaticamente para essa aba.



Depois vão no botão Carregar (na seta verde) e apertem. Vai abrir as opções de ONDE vocês querem salvar os links.





Depois de ter selecionado o local que o arquivo vai, vocês vão no botão Adicionar Link (marcado com a seta verde) e TCHAN!! Já começa o Download! XDD... o vídeo vai para estar na pasta que vós selecionastes. XD





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Esse método é eficiente e funciona também, caso vós tenhais dificuldade com o browser. O Megadownloader também tem o selo Pato de qualidade. XDD

P.S: Não reparem o meu desktop e o vídeo que eu usei para baixar para fazer essa matéria para vocês. Pantanal é minha novela favorita e sou MUITO fã da Angélica desde que eu era bacuri. XD



Problemas para baixar nossos links no Mega? Eu lhes apresento a solução!

By : RodrigoPatoDonald
BROWSEC - a Ferramenta que vai salvar seus downloads!


Alguns anos atrás, o Mega era considerado o MELHOR site de download e a velocidade para baixar as coisas dele eram incríveis. Por isso, sempre obtemos uma forma de facilitar o processo de download de vocês. Só que, de alguns meses para cá, o Mega está com algumas ataques de pelancas e está limitando e MUITO os downloads dos usuários. Por causa disso, muitos estão com dificuldades de baixar as coisas, inclusive, do nosso Fansuber.

Mas, não desanimem! Vocês podem e DEVEM continuar baixando pelo Mega. Eu lhes apresento uma solução fácil para resolver esse problema do Mega. Vocês só precisam instalar a extensão BROWSEC. O que é isso?? Titio Pato Donald vai lhes explicar.

Browsec é uma extensão do Google Chrome que permite você acessar qualquer tipo de site e em qualquer lugar, melhorando seu desempenho on-line e burlando alguns servidores que limitam seus downloads. Como usá-lo? Vejamos!!

A primeira coisa que vocês precisam fazer é baixarem a extensão e instalá-la no seu Google Chrome.  Vão lá! O Link está aqui aqui! Baixem e instalem no seu Chrome. O tio Pato Donal espera vocês.

BROWSEC

(esperando)

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Já instalaram?? Ótimo! Agora, vão lá e apertem no ícone bem no canto da barra de endereço (onde está circulado de verde, onde tem o traço verde):


Viram?? Já clicaram?? EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!! Agora, vamos ligar o Browsec. Vamos lá? Prestem a atenção na imagem abaixo:



1) Onde está escrita CHANGE num retângulo onde está a bandeira dos EUA, vós ireis escolher um país que NÃO seja o Brasil. Essa mudança de país é a MAIS importante do Browsec, pois o Mega limita alguns países ao seu acesso. E o Brasil é um deles. Desses países, os EUA é o melhor, pois ele libera 8 gigas de downloads do Mega por dia SEM esperar um prazo de 4 horas de um download a outro.Ou seja, se colocar nos EUA, vós podereis baixar 8 gigas do Mega direto, um atrás do outro, e numa velocidade incrível. Caso vocês atinjam o limite de 8 gigas diários (NEM sei se vocês baixam 8 gigas diários, mas...) e queiram baixar mais, é só mudarem o país que NÃO seja o Brasil e está certo.

2) Depois de colocarem o país que seus IPs vão se localizar, vão lá e ativem o Browsec (onde está marcado com um círculo rosa.  Fazendo isso, seu Browsec está liberado para vocês baixarem quantos episódios quiserem SEM se preocuparem com limites. 

O ÚNICO revés do do Browsec que eu achei foi o fato de ele limitar alguns acessos de vídeos no Youtube. Tipo... alguns países não liberam seus vídeos para os EUA, como o Japão, por exemplo. Mas isso é fácil de se resolver. Quando não estiver baixando e queria assistir algum vídeo que teve acesso proibido, é só clicar em OFF (onde está marcado no círculo rosa no segundo print) e libera os vídeos, fazendo com que seu IP se torne "brasileiro" de novo. Mas, quando quiserem baixar, é só ir lá no ícone e ativar o Browsec que está resolvido o problema... XD

Espero que essa dica que o Tio Pato Donald, que é velho e ranzinza, lhes tenham ajudado a resolver seus problemas. Tio Pato ama vocês! <3

The search continues....





Goranger 56 e Janperson 25 a 28 - Download

By : Charles William Krüger
Yo!

Cinco episódios novos para vocês acreditarem quando dizemos que não morremos.

Mais importante é lembrar: vocês sabem que o Mega virou uma droga, então vamos usar exclusivamente torrents.
Nosso dinheiro para pagar seedbox acabou (usem a área de comentários para debater se é culpa do PT ou do Temer...). Então, ou vocês ajudam a seedar, ou fica ruim para todos.


(Exceto para nós do Rampage, que já temos os episódios).

Faltam 28 episódios ainda...

Perguntas de "quando tem mais?" serão ignoradas. 

Abraços a todos. E seedem!

Janperson 25 ao 28
mkv | mp4

Goranger 56
mkv | mp4


DEFINITIVAMENTE: QUEM é o público alvo dos tokusatsus??

By : RodrigoPatoDonald
                        Olhem bem esses dois rostos. Olharam? Que bom! 




Agora, vamos no concentrar no rostinho da esquerda. O que a imagem dele representa para vocês? Bem... quando esse rosto do lado esquerdo é mostrado na toku-net, os comentários para cima dele são, em sua vasta maioria assim: “Isto que é exemplo de herói”, “melhor red que existe”, “isso que é herói macho”, “não tem pra ninguém” e variantes dessas frases.

Agora, vamos nos concentrar no rostinho da direita. Bem... ele é diferente do rosto da esquerda. A imagem que ele representa para MUITOS na toku-net brasileira é (pelo que eu acompanhei na época do lançamento da série): “Emo viadinho”, “Bicha!”, “Não tem porte de homem macho”, “herói para menininhas e gays”, “jamais será igual ao meu herói” e variantes dessas frases.

Acho que está havendo um equívoco aqui. Acho que está na hora de explanarmos um assunto pra lá de pertinente para evitarmos esses equívocos. Que assunto é esse? Que tal analisarmos essa questão: “Afinal de contas, QUEM é o público alvo dos tokus?”. Vamos descobrir juntos!!

Mas vou começar direto na resposta. Os Tokus NÃO são para crianças. E também NÃO são para adultos. O que precisamos entender é: EXISTEM tokus para crianças e EXISTEM tokus para adultos. PONTO! Pára aí! Agora, vamos explanar a linha de raciocínio. Vamos falar nas produções que são tão questionadas pelo povo: as do “Toeiverso” (Riders e Sentais) e da Tsurubaya (Ultras). Muitas críticas para as produções atuais dessas produtoras são geralmente as mesmas que vimos no decorrer dos anos: “Ai, no meu tempo não era assim”, “hoje estão muito coloridos e cheios de efeitos especiais, parecendo que é feito para vender brinquedinhos”, “os heróis estão afeminados demais e são feitos para menininhas de sete anos”, “as histórias estão muito infantis, no meu tempo eram para adultos”. Vamos refutar cada uma dessas críticas juntos? Vamos!!

“Ai, no meu tempo não era assim”.




Claro que no seu tempo não era assim! Os tempos são outros. Como dizia a música “Marcas da Paixão”, do Gian e Giovani (Ah, um sertanejo de vez em quando vai bem... sejamos francos... XD): “Vai-se a luva e fica os dedos, vai-se o ouro e vem o anel... passa a Lua, passa as estrelas, passa o dia e fica o céu”.... conseguem entender a profundidade desses versos? Geração vai e outra fica. É claro que a forma de se fazer tokus de hoje é BEM diferente das de anos atrás porque o público alvo dessas três franquias analisadas (Rider, Sentai e Ultra) são crianças JAPONESAS (atentem-se para o adjetivo patriótico JAPONESAS). Vale salientar que as crianças japonesas dos anos 2010 são BEM diferentes das crianças japonesas de 2000, 1990, 1980, 1970, 1960 e 1950. Então, é por isso que as produções de vossos tempos serem diferentes das de hoje. Capicce?

“Hoje estão muito coloridos e cheios de efeitos especiais, parecendo que é feito para vender brinquedinhos”.

                              

                    
Ai... essa frase.... vamos lá... vale lembrar que a tecnologia de hoje é BEM diferente de 10, 20, 30, 40, 50 e 60 anos atrás. A forma de se trabalhar com “efeitos especiais” é outra. Antigamente (que se faziam tokus em preto e branco), a tecnologia era limitada. As crianças se conformavam com aquela fotografia escura e sem vida nas telas do cinema e da TV. Com a chegada da TV colorida nos anos 70, houve toda uma preocupação com as cores e a tecnologia dos efeitos especiais era usada para adaptar a nova fotografia colorida. A medida que as décadas foram avançando, mais colorida a fotografia das produções ficavam (salvos alguns kaiju eiga e nippo heroes). E hoje, a tecnologia está mais colorida por causa do consumo. Aí, vamos entrar na terceira parte da frase: o consumo. Sim, meus caros colegas! Antes de serem “obras de arte de entretenimento”, tokus são máquinas caça-níqueis. QUALQUER produção no mundo da indústria do entretenimento (filme, novela, quadrinho, série, desenho animado, música, livro e etc) são, antes de mais nada, uma vitrine para anunciantes venderem seus produtos. Ou vocês acham que a Globo faz novelas SÓ para entreter você após um dia estressante de trabalho? Claro que não! Elas chamam anunciantes para mostrar produtos para você comprar. E com os tokus NÃO são diferentes. A Bandai (patrocinadora oficial da Toei para tokus e animes), dita MUITA regra de como essas produções devem ser feitas. Se a série não vende, ela é descartada. Vide o “famigerado” Metalder no Japão, que foi cancelada faltando 15 episódios aproximadamente porque não estava dando lucro. E hoje a Bandai e a Toei sabem que as crianças de hoje são mais consumistas e abertas a novas tecnologias do que as do passado. Nos anos 50, um guri de 7 anos se contentava com um pião e um bilboquê. Nos anos 80, um guri de 8 anos não queria esses brinquedos da geração dos anos 50. Eles já queriam um Atari e um Jogo da Vida da Estrela. Nos anos 2010, um guri de 8 anos não querem saber de Atari ou um Jogo da Vida. Já nascem grudados num tablet ou num celular. As três gerações estão erradas? Não! E sabendo que as gerações são outras, é claro que a Bandai vai querer vender mais e mais produtos e quer usar essas séries para vender mais e mais bonequinhos. Então, contentem-se! Vão me dizer que, quando vocês eram guris, vocês assistiam Changeman pelo prazer e não queriam as máscaras e apontadores que foram lançados em 1988 junto com outros produtos? :3

“Os heróis estão afeminados demais e são feitos para menininhas de sete anos”.



Esse é um assunto meio polêmico. Mas, que precisa ser trabalhado. Pessoa que costuma usar essa frase para questionar o conteúdo das produções atuais não está demonstrando opinião, mas sim, uma crença baseada no preconceito sobre como as coisas estão caminhando. E tem mais: pessoas que usam esse “argumento” para criticar estão, na verdade, RESTRINGINDO  o público-alvo para “homens-adultos-héteros-brasileiros”. Essa gente esquece que existem gays, lésbicas, transexuais, mulheres e crianças que assistem e consomem tokus. Ter atores jovens e bonitos não significa que estejam "afeminando" os heróis. MUITO pelo contrário. Estão ajudando a perpetuar os gêneros de tokus, seguindo a tendência da juventude. No passado, os heróis tinham uma figura mais velha porque as séries precisavam mostrar que a figura dos mais velhos (no caso, os pais das crianças), seriam os heróis. Hoje em dia, ao deixar os heróis mais franzinos e mais jovens, a tendência é mostrar para essa juventude que eles também podem ser heróis. E sem falar que, “rosto bonito ajuda a chamar público”. Entendem? E tem mais: a androgínia é sinal de masculinidade e virilidade no Japão moderno. Mulheres correm atrás de homens andróginos e, por causa disso, o investimento das empresas em jovens de aspectos andróginos. Por mais que AQUI no Brasil isso seja uma prática "inaceitável" para um herói, lá faz parte da cultura moderna japonesa. Não tem como condenar algo que NÃO faz parte da nossa cultura. E um herói não precisa fazer pose de “machão” o tempo todo e a heroína “não tem que ser a gostosona” o tempo todo. ATITUDES é que mostram o que é ser herói, e NÃO a aparência. PARA MIM (atentem-se para o grifo), ser herói é errar bastante, aprender com seus erros, superar seus erros e acertar para salvar alguém ou o mundo. Heróis certinhos e egocêntricos nessas produções me irritam e não passa NENHUM valor pra mim. E nisso, os heróis atuais ganham e MUITO dos heróis “certinhos” do passado, pois eles cometem MUITAS falhas (Deka Red é um claro exemplo disso) e aprendem com seus erros, se tornando mais populares que os heróis do passado para a Toei. Então, sem essa frase pejorativa de que “são feito para gays e menininhas” por causa dos visuais, pois isso NÃO é opinar, mas sim, ser preconceituoso e egoísta. OK?? J

“As histórias estão muito infantis, no meu tempo eram para adultos”.






Bem... vamos encerrar o assunto logo! Sei que muitos não gostam de ler, debater, opinar e sugerir, então, lá vamos nós. A pergunta é: se as histórias de hoje são infantis, pra que reclamar? Afinal, são séries para crianças! E tem mais! Crianças JAPONESAS! O fato de ALGUMAS séries do teu tempo de juventude terem seus momentos sérios, NADA impede das de hoje terem seus momentos sérios. Vai me dizer que vocês acham que Changeman era SÓ “aura energética” o tempo todo? Que nada... de vez em quando, nos deparamos com episódios com bonequinhos de pelúcia dirigindo carros, Oozora cantando Atirei o Pau No Gato, um conto de A Bela e a Fera em busca da Borboleta Dourada e uma reedição do clássico João e Maria e a Casa de Doces. ToQger, por exemplo, teve seus momentos de infantilidade (como chocar um pintinho numa peruca da época da Revolução Francesa, a batalha nos banhos públicos e entre outros momentos), mas, e os momentos de tensão, como o romance proibido entre Grita e General Shcwaz? E o dilema do Imperador Z entre a Luz e a Escuridão? E a decisão que Right teve que tomar para salvar a equipe? Agora, eu faço umas perguntas: qual a necessidade de questionar a qualidade das séries de uma geração para a outra? Ao invés de querer empurrar o que vós assistíeis para a geração atual, não é MUITO mais bonito incentivar essa geração a descobrir seus heróis com novas séries?? Porque as gerações atuais tem que engolir os nossos gostos na marra?? Peço perdão pela minha ousadia e que não se irritem com o que eu vou falar, mas, eu acho egoísmo dessa geração mais velha (a nossa) querer cobrar a postura, os efeitos especiais, a forma de roteiro das produções do nosso tempo para as produções atuais, fazendo com que nossos gostos prevalecessem, sem importar o que outra geração que veio querem ver. Vou te dar um exemplo. Aposto que vossos pais assistam National Kid, Ultraman, Príncipe Dinossauro e etc. Aposto que, quando tu assistias Jaspion, Changeman, Flashman, Shaider e etc, teu pai não desligava a TV e botava tu para veres os heróis da geração dele (e digo mais: a MAIORIA dos que eu entrevistei para o livro que falaram que viram tokus dos anos 50 torceram o nariz para essas produções, devido a tecnologia fraca). Sabem por quê? Porque seus pais queriam que VOCÊS descobrissem seus heróis, suas imaginações, suas séries favoritas.



Sendo assim, encerro esse artigo na esperança de que muitos engulam o preconceito com as novas produções para as crianças JAPONESAS e aceitem o rumo que as mesmas estão tomando. Se vocês NÃO querem ver produções mais “infantis”, SAIAM da “Toeiverso” e da Tsurubaya e assistam outras formas de tokus para adultos. Sabiam que existem muitos filmes de Kaiju Eiga (os filmes de monstros, com os de Godzilla) e os Nippo Heroes (os filmes de Japão Feudal, como Azumi) que são ÓTIMOS tokus para o público adulto? Então... olhem uma nova oportunidade de expandir seu conhecimento no universo tokusatsu com Kaiju Eiga e Nippo Heroes. Vocês vão gostar! Tenho certeza... the search continues.... :D

P.S: Ainda recebi a missão de escrever mais matérias até arrumarmos um novo encoder. Já temos alguns episódios traduzidos. Só falta o bendito de um encoder. Até lá, serei usado como bode expiatório. Podem me xingar a vontade. Eu deixo. XDD


ATENÇÃO, PESSOAL! Precisamos de vocês!!

By : RodrigoPatoDonald




Olá, bacanudos e bacanudos! Aqui quem vos falar é o Rodrigo Paula, vulgo Pato Donald ou Tio Donald. Para quem não me conhece, sou redator da revista Neo Tokyo responsável pelas matérias sobre tokus na mesma. Também sou redator do fan-subber Rampage.  

Venho por meio desta lhes contar uma coisa. Esse Pato maroto que sempre lhes perturbam com textos que as vezes lhes incomodam, visto que vocês aguardam ansiosamente os lançamento para baixarem, está com um projeto ousado. E, nesse projeto, QUALQUER um pode participar. Do que se trata??

Bem... eu estou escrevendo um livro que retrata a trajetória dos Tokusatsus na TV Brasileira. O título provisório dele é Ascensão, Glória e Queda dos tokus na TV Brasileira. É um livro que está bem completo. Nele, vou abordar alguns assuntos legais. A Introdução vai mostrar a definição do Tokusatsu, o que significa para os japoneses e para os brasileiros e vai mostrar também os principais gêneros de tokus japoneses. O capítulo 01 vai mostrar a trajetória da TV Brasileira, para os leitores verem como funcionou (e funciona) a TV brasileira e para o povo entender porque tivemos tokus e porque hoje não temos mais. O capítulo 02 vai mostrar a trajetória dos programas infantis, pois sem eles, não teríamos tokus em nenhuma época. Os capítulos 04 até o 07, vamos falar de Angélica, Adolpho Bloch, Mariane e Silvios Santos, pessoas essa que, diretamente ou indiretamente, ajudaram a popularizar os tokus na nossa TV de alguma forma. Do capítulo 09 em diante, vamos falar dos MAIS de 40 tokus exibidos no Brasil, um por um, com mais de 8 páginas cada capítulo, com ilustrações e prints. Após falarmos do último toku exibido no Brasil, vamos passar algumas reviews de tokus NÃO exibidos no Brasil para o povo conhecer. Vamos falar também do serviço de streaming e de como funciona o toku no Japão. E vamos falar também dos tokus nacionais, pois, tivemos alguns. Enfim, vai ser um livro bem completo. E podem ficar tranquilos. O livro está sendo supervisionado por jornalistas e autores consagrados (inclusive, por funcionários da finada Manchete, visto que o alvo maior vai ser pessoas que presenciaram as aventuras dos heróis na emissora dos Bloch), que estão me dando uma exatidão sobre datas CORRETAS e curiosidades de bastidores. Ou seja, está sendo uma supervisão MUITO rigorosa, para passar exatidão e coerência para vocês.

E sobre o capítulo 09 em diante que eu preciso da ajuda de vocês. Nesses capítulos, que vou falar dos tokus exibidos aqui dos anos 60 até agora, vou precisar colher DEPOIMENTOS de leitores para botar no livro (com os devidos créditos) e enriquecer ainda mais o texto, deixando a leitura mais próxima daqueles que presenciaram os bons momentos. Então, vou alistar algumas perguntas e mandem as respostas para o meu e-mail pessoal ( rodrigopatodonald@hotmail.com ). Mas, tenho umas observações pessoais. O livro está sendo escrito de forma imparcial, então os depoimentos terão que mostrar imparcialidade e consideração. Ou seja, será colhidos depoimentos com teor objetivo, e NÃO subjetivo. Depoimentos com frases do tipo “MELHOR sentai que existe”, “Não tem melhor herói do que esse, o resto é lixo”, “Época em que heróis eram machos” e etc... serão descartados. Então, lá vão as produções que vamos falar:

- Filmes de Kaiju Eiga, que são os filmes de monstros, (todos lançados no Brasil, como os de Godzilla e Princípe Dinossauro).
- Filmes de Nippo Heroes, que são os filmes de Japão Feudal (todos os lançados no Brasil, como Azumi e Shogun Mayeda)
- Metal Heroes (Jaspion, Shaider, Jiraya, Gaban, Metalder, Sharivan, Spielvan, Jiban, Winspector e Solbrain)
- Super Sentais (Maskman, Flashman e Goggle Five)
- Ultraman (Ultraman, O Regresso de Ultraman, Ultraseven, Ultraman Tiga)
- Kyodai Heroes (Robô Gigante, Spectroman, Magma Tashi)
- Henshin Heroes que NÃO estão alistados nas categorias acima (National Kid, Ésper, Cybercops, Lion Man, Machineman, Ryukendo, Patrine, Agentes Fantasmas, Bicrossers)

-OBS: Capítulos sobre Kamen Rider Black e RX e Changeman já foram escritos e com depoimentos recolhidos e já usados.

As perguntas que devem ser respondidas são essas:

1)   Seu nome, idade, cidade e estado.
2)   Como tu conheceste (série/filme)??
3)      Quais foram suas primeiras impressões sobre essas séries/filmes??
4)      O que mais te cativou nessas séries e filmes??
5)      Quais as principais qualidades das séries e filmes que assistiram??
6)      Quais os principais defeitos das séries e filmes que assistiram??


Enfim... espero um retorno positivo.... the search continues.

Até ONDE vai o bom senso do Toku-fã?? Brasileiro sabe ser FÃ?

By : RodrigoPatoDonald



Recentemente, uma notícia revelou uma faceta, digamos, inconveniente da fan-base brasileira. Que notícia foi essa? Bem, o ator Tyler James William escreveu em suas redes sociais, sobre seu descontentamento com a fan-base brasileira para o seriado Everybody Hates Chris (Todo Mundo Odeia o Chris). Sim! Brasileiros em massa invadiam suas contas para repetir, o tempo todo, frases relacionadas ao seriado que consagrou Tyler e ele demonstrou seu descontentamento com a fan-base brasileira, bloqueando brasileiros em suas contas nas redes sociais. Ou seja, foi um bloqueio em massa.

Mas não é só artistas estrangeiros sofrem com esse tipo de inconveniência. Artistas brasileiros também sofrem com isso. Recentemente, devido a uma inconveniência de alguns fãs, a apresentadora Xuxa desativou por alguns dias sua conta no Facebook (mas já voltou) e bloqueou outra parte de fãs. A apresentadora Angélica processou um fã por causa de um assédio crescente, cujo cidadão explanava devaneios a respeito da vida pessoal da apresentadora, onde ele afirmava que tinha um caso com ela e que ele era realmente o pai dos três filhos dela!

Agora, eu lhes pergunto: será que isso é exclusividade SÓ de artistas de grande apelo mundial? E como ficam nossos atores de nossas amadas séries de tokusatsus japoneses com relação à fãs brasileiros? Bem... Do mesmo modo que Tyler James William, Xuxa e Angélica, atores de tokus também sofrem com esse tipo de conduta da parte dos brasileiros. Vou lhes dar dois exemplos. Um ocorreu com o ator Hissei Hirota. A inconveniência de fãs brasileiros foi tão grande que ele desativou seu perfil do Facebook por um tempo (alguns acreditam que o perfil atual no Face, cheio de fotos printadas de Maskman e de fotos retiradas da internet, seja fake de brasileiro) e até fechou seu blog pessoal, visto a insistência do povo em falar de Maskman o tempo todo. O outro ator que foi vítima de brasileiros foi Tota Tarumi, vulgo Red Flash. Em 2011, nos primórdios de sua conta no Facebook, devido a insistência de se falar de Flashman o tempo todo, levou Tota a ter uma explosão de raiva e fazer um desabafo em sua rede social, chamando os brasileiros de “chatos”.

Hoje em dia, a coisa cresceu e tomou proporções assustadoras. O que está sendo questionado aqui é o fato de como brasileiro está se portando. E a nossa conduta como um todo não está sendo das melhores. Por exemplo, postaram fotos nuas da Sayoko Hagiwara (Nefer, de Flashman) na timeline dela. Ela que é hoje uma senhora casada, com filhos e uma senhora de respeito. QUAL a necessidade de a expor dessa forma na internet? Qual foi resultado disso? Ela excluiu um bom número de brasileiros na conta dela e não está mais aceitando perfis de brasileiros nas suas redes sociais. Recentemente, um fato curioso que aconteceu no perfil do Hiroshi Tokoro (Shouhei Kusaka, Jiban) foi de duas “fãs” que se declararam com “relacionamento sério” com ele. O coitado (que NÃO entende português) acha que seja uma “HOMENAGEM” e o resultado é que ele leva na esportiva e as gurias ficam lá se matando quem vai “casar” e ir “morar no Japão” com ele primeiro e o povo em peso fazem troça das caras delas. Como citado acima, MUITOS atores/atrizes de tokus estão se afastando do público como um todo. Muitos são rudes e hostis com brasileiros e ainda levam a fama de chatos.

A pergunta é: vocês tiram a razão deles? Bem... como brasileiro tem se portado com atores de tokus? Muitos atores de tokusatsus, numa maneira de se aproximar da mídia, possuem acesso a redes sociais e não se importaram em adicionar fãs de diversas partes do mundo. O problema tem sido como muitos fãs tem se portado com esses atores nas suas respectivas redes sociais. Vou lhes dar um exemplo. Se vocês visitarem o perfil do Hiroshi Watari, o que vemos? Fãs brasileiros num excesso de postagens sobre o MESMO tema. Se o Hiroshi posta uma foto na praia, fãs brasileiros enchem o post dele com montagens com as fotos de Spielvan e Sharivan. Às vezes, a postagem não tem NADA relacionado a toku ou séries do passado, mas está lá, os fãs enchendo o post do cara citando o tempo todo: “Sharivan, the great hero!”, “Spielvan, the best!” e variantes, isso quando não usam de uma repetição para bradar os nomes dos dois personagens marcantes dele: SHARIVAN! SPIELVAN! Tem um cidadão que fica postando prints de Spielvan e fotos tiradas da internet e comentando as falas da cena ou o nome dos personagens da cena na timeline do Watari. Isso quando esse assédio exagerado não motiva os fãs a invadirem a linha do tempo dos atores e praticamente obrigando os atores a responderem seus assédios (como vimos na foto abaixo). O máximo que ganham com isso é um desprezo, pois nessas postagens-homenagens, quem comenta e curte, geralmente, são outros fãs brasileiros. Os próprios atores mesmo passam batido pelas mensagens dos fãs. Alguns atores, como o próprio Tota Tarumi (Red Flash), já bloquearam alguns fãs que invadiram sua respectiva linha do tempo para postagem para falar de Flashman.

                       


Outro deslize que a fan-base comete com atores está relacionado a marcar VÁRIOS atores em diversas imagens e homenagens por aí. Às vezes, colocam atores em grupos de tokus SEM o consentimento deles e os ficam marcando toda hora. O que esses fãs ganham? Simples! Ganham só o desprezo! Afinal, a MAIORIA desses atores RARAMENTE interage com os fãs sobre essas produções. Eu conheço uma pessoa que é fã de Flashman e que passava o dia todo printando cena por cena de Flashman, postando no Face e marcando o Tota Tarumi o tempo todo. Fui alertar essa pessoa que isso o estava incomodando (visto que ele já fez uma postagem sobre isso no Face) e a pessoa simplesmente me bloqueou, pois disse que ele tinha que aceitar o Red Flash como o herói da infância dessa pessoa. Oi? Mas ele JÁ sabe que fez o Red Flash. PARA QUÊ lembrar disso toda hora? Então, como o brasileiro deve ser portar na internet?

Bem... já somos crescidinhos demais e acho que é inconveniente alguém usar um blog para dizer como pessoas ADULTAS devem se comportar na internet como lidar com famosos. Sim! Eu ACHO que já está MAIS do que na hora de brasileiro ter um pouco de juízo sobre como vai se portar com famosos na internet, ainda mais de atores tokus. Eu vou ser honesto. Eu tenho poucos atores de tokus (três da minha geração e dois de séries não exibidas aqui) e a gente QUASE não interage. Para não dizer que eu NÃO interajo, eu converso esporadicamente com dois (Teruaki Ogawa, o Ninja Red de Kakuranger, e Keiya Asakura, o Blue Turbo de Turboranger). E como a gente interage numa boa, onde eles fazem até piadas comigo? Vamos lá! Eu lhes digo!

·         Sempre conversem num idioma em que eles entendem, geralmente, Inglês ou o próprio Japonês. Vós deveis estar pensando: “Mas eu não sei falar inglês ou japonês!”. Simples! Usem google tradutor! Ou peçam alguém que possui dominância nesses idiomas lhes ajudarem. Vai ser bom pra vocês!


·         NUNCA falem de tokus ou personagens do passado quando a postagem deles NÃO permite isso. Se um ator/atriz de toku postou uma foto do pôr-do-sol, fale sobre isso. Fale como é o pôr-do-sol da sua cidade. Eles vão gostar. Certa vez, o Shigeki Ishi postou uma foto do nascer do sol na praia e eu mostrei o nascer do sol do Pantanal brasileiro. Ele curtiu e agradeceu pela bela foto. Viram como é simples?


·         Sejam MODERADOS quando os atores/atrizes postarem algo de tokus. Procurem falar DAQUELE momento postado na foto. Se ele postou uma foto moderna de um trabalho atual, falem DESSE trabalho. Se o ator/atriz postou sobre o trabalho X, evitem falar do trabalho Z. Afinal, o trabalho de alguém das artes cênicas depende exclusivamente de renovação e de trabalhos NOVOS. NÃO se tem necessidade de ficar preso a UM personagem do passado.

·         Outra dica oportuna é: EVITEM floodar (encher) as linhas do tempo deles. Sejam com mensagens cobrando atenção ou fotos de homenagens, evitem. A não ser que sejam em ocasiões especiais, como aniversário ou festejos de fim de ano. Aí, está liberado. Fora isso, é MUITO inconveniente invadir a timeline deles para falar de coisas do passado, dos quais eles, talvez, NEM queiram saber mais.


·         Se um ator/atriz postar algo de algum trabalho atual, seja toku ou não, AJUDEM a divulgar! Esqueçam que eles já fizeram algo do passado. Pensem no presente ou futuro deles. Afinal, eles são ATORES/ATRIZES, e NÃO personagens. Se vocês fizerem isso, vão ajudar a terem uma devida admiração por parte deles. E talvez eles sejam até atenciosos. Peguem essa foto como exemplo (no meu perfil pessoal no Face):

     



Como lhes falei, eu sou um NADA e acho chato eu vir aqui ensinar um bando de marmanjos a ser fã. Com certeza, minha imagem vai ser queimada, pois NINGUÉM gosta de ser chamado a atenção. Mas, é o MÍNIMO que eu podia fazer para ajudar a melhorar a imagem dos brasileiros na Internet, que, diga-se de passagem, NÃO é das melhores. Ao fazer isso, estarei também ajudando a melhorar a minha imagem, pois quero ser bem visto.  Sei que muitos vão virar haters da minha pessoa por causa dessa matéria, mas, foi um mal necessário e um risco que eu tenho que correr. Mas, vamos lá... the search continues...


Agora, assistam esse vídeo do nosso colega Bone Lopes, do Resistência Tokusatsu, e vejam como estamos TODOS nos unindo para combater esse tipo de conduta: CONDUTA .

Sei que vocês devem estar saturados com essas matérias minhas. Sei que vocês estão desesperados por links e o andamento de nossas produções. Estamos com BASTANTE episódios traduzidos. Só estamos com problemas com o Encoder, que NÃO está com mais disponibilidade de encodar e legendar pra gente as novas séries. Mas, vamos TENTAR resolver isso o mais rápido possível. Só pedimos um pouco de tempo e paciência. Abraços. 

Uma Visita histórica que mexeu com as batidas do nosso coração:

By : RodrigoPatoDonald
                



Como dizia a música, “o primeiro ritmo do mundo foi a batida do coração...”... e como nossos corações bateram mais fortes num ritmo frenético e alucinado! No fim de semana dos dias 16/07/16 e17/07/16, o público brasileiro foi presenteado com as ilustres visitas de nada mais e nada menos que Hiroshi Tokoro (Jiban) e Takumi Tsutsui (Jiraya) em terras paulistanas.


Bem... vou ser honesto... nós, do Rampage, só fomos no Sábado e então eu vou descrever a palestra de Sábado. Mas, já me adiantaram que a palestra de Domingo não foi muito diferente da palestra de Sábado. Então...

No Sábado, a palestra deles começou no horário marcado. Primeiro, foi chamado o cantor Ricardo Cruz, que serviria de intérprete para a gente. O primeiro a entrar foi o Takumi Tsutsui, com o Kimono da série. Ele entrou numa animação fora dos padrões nipônicos em se lidar com o público. Animado, brincalhão, extrovertido e MUITO zoeiro.



Depois de alguns minutos, Takumi chama ao palco, Hiroshi Tokoro, que entrou de maneira comedida, mas depois se soltou e entrou no “clímax” da zoeira. Ricardo Cruz, simpático como sempre, fez umas perguntas pertinentes. Depois, Hiroshi pediu para ele deixar o público fazer perguntas.

Com sinceridade, esse foi o maior erro da palestra (de Sábado). Antes tivessem deixado as perguntas com o Ricardo Cruz. Salvo algumas perguntas pertinentes para o tema da palestra (como, qual estilo de luta o Takumi praticava, coisa que POUCA gente conhecia, visto que tinha MUITO novato ali, ou se o Hiroshi lembrava as cláusulas da lei Biolon), a MAIORIA das perguntas foi impertinente e de teor grotesco. Por exemplo, teve uma mulher que perguntou (e era claramente visível que ela se insinuou) se um deles era casado e se as brasileiras tinham chances com algum deles. OI? O que a vida pessoal dos caras tem a ver com a palestra? Eles ficaram com vergonha e, com um sorriso forçado, responderam de forma discreta e comportada a essa pergunta. Outra pergunta impertinente que fizeram foi uma pessoa que fez um monte de rodeios para perguntar se “Jiban foi ou não inspirado em Robocop??”. A resposta TODO toku-fã sabia. Deu para ouvir algumas vaias e risadas do público após essa pergunta. Aliás, as vaias se intensificaram um pouco quando um cidadão iniciou uma pergunta com a seguinte frase: “Takumi e Hiroshi... os melhores heróis japoneses foram exibidos pela MELHOR emissora do país, que é a Manchete...”. Depois disso, houve uma mistura de aplausos e de vaias. Os atores fizeram cara de paisagem depois de terem pegado a tradução e ficaram sem entender o que era a Manchete (mas, com certeza, nos bastidores, eles ficaram sabendo DEPOIS o que era a Manchete a importância dela para a MAIORIA dos toku-fãs presentes). Teve uma senhora que gritou atrás de mim pedindo para os que estavam fazendo tais tipos de perguntas e indagações “pararem de nos envergonhar”. Nessa questão, vale a máxima proposta pela estilista e socialite Glória Kahlil, que já escreveu no seu livro, o seguinte: “Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, NEM procurar saber o que NÃO é da sua conta!”. Coisa que faltou para boa parte dos que tiveram a oportunidade de perguntar para os atores.

                    


Sabendo que a coisa estava perdendo controle e que era visível o constrangimento por parte dos atores depois de ALGUMAS perguntas, Ricardo Cruz toma as rédeas e deixou os atores mais a vontade. Eles se soltaram mais e brincaram mais. TUDO que o público pedia para eles fazerem, eles faziam sem pestanejar. Os melhores momentos foram quando Takumi fez as poses do Jiraya e quando Hiroshi fez as poses de Jiban, que o público pediu. O público pediu para eles cantaram os temas de aberturas de suas respectivas séries e isso foi atendido prontamente. E o público foi ao delírio mesmo quando ambos se “jogaram” na plateia. Isto é, se misturaram com o público. Desceram do palco e interagiram com a gente. O público foi ao delírio. Muitos tiveram a oportunidade de tocar neles ali no chão. Depois do alvoroço, eles voltaram para o palco. A palestra se encerrou com os cosplayers de Jiraya, Dokusai e Jiban. Eles tiraram fotos do público e agradeceram em português. E eles pediram para o público espalhar nas redes sociais, os contatos deles para eles interagirem com o público. Com sinceridade, a palestra deles e a humildade deles em recepcionar o grande público botaram muitos artistas no chinelo, principalmente em se tratando da atração toku do ano passado, que foi educado, mas seu tratamento MUITO seco deixou a desejar.

Agora, o grande momento esperado pelo público: o Meet and Greet. O tempo estava frio. A fila ENORME. Os atores estavam cansados. E o grande momento atrasou e MUITO. O Show “Cavaleiros In Concert” estava rolando e nada do momento da foto. Quando finalmente começou, a Yamato decidiu que as fotos seriam em grupo de quatro pessoas por foto, a partir de determinado momento, para adiantar logo. MUITA gente reclamou dessa atitude. Outros não se importaram. O que importa é que tiramos as benditas fotos. NÃO sei como foi no domingo, mas acredito que tenha sido da mesma maneira. A simpatia deles foi algo INACREDITÁVEL.....

Enfim, aguardemos o próximo evento e a próxima atração!! :D



Não dropamos nada! Leiam até o fim! Mas leiam MESMO!

By : Charles William Krüger
Aqui é o Fanboy, líder do Rampage. Vamos lá:

Não dropamos nada! Nada! Tudo vai ser finalizado!

Logo atualizaremos GoGoV. Não se preocupem, é ÓBVIO que terminaremos.

Goranger está demorando porque nossa tradutora anda bem ocupada. Mas ela VAI continuar.

Se você está REALMENTE com pressa, tem duas opções:

1) Pague as contas da nossa tradutora. Ela se dedicará a Goranger em tempo integral.
2) Traduza você.


Janperson está em vias de ter 3 episódios lançados.

JAKQ depende dos amigos internacionais do Love & Care. Demora, mas sai.

Outra coisa importantíssima.

Alguns comentários mais agressivos em certas postagens têm incomodado. Em particular, os posts de reviews refletem a opinião do redator. Se discorda, diga que discorda de forma educada. Se não tem educação, seu comentário será moderado/deletado. Ou respondido com ainda mais agressividade.

Não aceitaremos mais comentários agressivos!

Se quiser perguntar sobre os lançamentos, fique à vontade. Mas entenda que nós estamos mais preocupados com os lançamentos do que vocês. Nós estamos pensando nisso todos os dias.

NÓS NÃO VAMOS DECEPCIONAR VOCÊS!

É isso. Tchau!

REVIEW DO TIO DONALD: SAILOR MOON

By : RodrigoPatoDonald

“Lua… eu sou Lua… tua, oh, meu sol… loura, eu sou louca… por teus raios que me douram...”




Sailor Moon é um toku bem diferente do que estamos acostumados no anime clássico que vimos na finada Manchete a partir de Março de 1996 e do mangá que foi lançado em 2014. Sailor Moon versão toku, segundo a autora Naoko Takeuchi, é considerado a MELHOR versão da sua obra, numa entrevista que ela deu na época.

Embora tenha uma pitada de humor na história, uma fotografia e efeitos especiais coloridos demais, o foco de Sailor Moon vai mudando de acordo com que os episódios vão avançando. As características de algumas personagens são diferentes do anime que nós conhecemos, que já são diferentes do mangá. Por exemplo. Rei, enquanto no anime ela é mais atirada, desencanada e namoradeira, no toku, ela é mais séria, mais concentrada na missão e não confia nos homens, sendo mais desconfiada, sendo a mais próxima do mangá. Makoto, no anime, já é mais briguenta, mais independente e mais ousada, no toku, ela é mais carente, mais recatada, mais dependente de fatores externos (como um homem), mesmo morando sozinha.

Algumas personagens ficaram de fora. Um exemplo foi a Chibimoon, que eu achei que iria ser crucial para essa versão. Mas, em compensação, no lugar dela surgiu a Sailor Luna. Sim. A Luna ganha uma forma humana de uma menina de 9 anos. Ela que faz a função de Sailor Chibimoon. Mesmo assim, foi um bom acréscimo, que não atrapalhou em nada no andamento da história. Lembrando que, essa versão, o andamento da história é diferente do mangá e do anime. Por exemplo, Minako já é famosa e NÃO é a melhor amiga de Usagi. A melhor amiga de Usagi ficou a cargo de Makoto.

Ao contrário do anime e do mangá, essa versão (baseada no primeiro arco do mangá), ganha uma trama mais soturna. Mais adulta. Mais séria. O humor é presente, mas não predominante. E o final termina com uma tragédia, que foi amenizada. Foi revelado nesse toku que, com o poder do seu amor, a Sailor Moon pode destruir UM universo, se tornando uma das personagens mais poderosas desse universo-geek. A fotografia, como falei no início, é colorida e meio psicodélica, mas isso vai diminuindo a medida que os episódios foram avançando. Vale destacar atuações magistrais, num elenco bem selecionado.  Destaque para Keiko Kitagawa (Rei Hino) e Jyoji Shibue (Tuxedo Kamen), que são os melhores do elenco.

A trilha sonora é açucarada e puxada pro pop pré-adolescente. Ou seja, para quem está acostumado com algo mais hard, NÃO vai curtir a trilha sonora. Os figurinos são fiéis ao mangá e os efeitos dos golpes são bonitos. Adorei (pena que foi uma vez) ver o golpe Burning Mandala. Foi o mais bonito de todos. Aliás, nessa versão, a Sailor Mars se tornou a minha favorita, talvez por causa da atriz que deu vida a guerreira, visto que, das cinco senshi principais, no mangá e anime, a Makoto é a minha favorita (embora a Michiro, Sailor Neptune, seja a minha favorita de todas). Mas o trabalho de Keiko apagou o brilho de Sawaii (Usagi).


Enfim, Sailor Moon foi o primeiro toku que me fez chorar. Um final triste, mas bonito. Para quem é fã das meninas, vai estranhar um pouco o modo como ele teve seu roteiro sendo conduzido. Mas, passando esse choque inicial, dá para curtir numa boa. As meninas vão te conquistar de alguma forma. Tenho certeza disso. 

REVIEW DO TIO DONALD: Patrine

By : RodrigoPatoDonald
"Estrela que ilumina meus passos lá no céu.... chega no meu coração...."




Hoje quero falar de um assunto pertinente! Quero falar da “famigerada” série Bishoujo Kamen Powatrin (ou Estrela Fascinante Patrine, como ficou conhecida aqui no Brasil). Para alguns, a série é famigerada sem as aspas. Mas, é pra tanto? Perguntem para qualquer pessoa sobre a série. Possíveis respostas que vocês vão ouvir sobre a série: “A série é tosca!”; “Essa série NEM deveria ser chamada de toku!”; “Essa série estragou a vinda de tokus de VERDADE para o Brasil!”; “É uma série muito nonsense e cheio de falhas!”; entre outras variantes dessas frases. Mas, é pra tanto?

Um pouco sobre Patrine. A série original se chama, como já falei, Bishoujo Kamen Powatrin (Traduzindo ao pé da letra, Bela Mascarada Powatrin, que quer dizer seios em francês). Uma criação do mestre Ishinomori para o ano de 1990. E, acreditem, Patrine foi um dos xodós do mestre. Ele tinha um imenso carinho pela série. O objetivo dele era de caráter experimental. Era fazer uma série de 28 episódios para o público feminino de 4 a 8 anos. Afinal, esse público estava praticamente esquecido da mídia japonesa. Vocês sabem qual foi o resultado? Um sucesso estrondoso! Uma estética simples, com um visual simples, mas caprichado, uma história que, em alguns casos, beira ao lado banal, mas, que cativa e efeitos especiais simples, onde não se tem lutas elaboradas, pois para Patrine, o que contava era o intelecto, e não a força bruta. Por isso, não esperem dela uma Pink Flash ou uma Gosei Yellow ou até mesmo uma Time Pink, pois a heroína da série NÃO foi feita para isso. E sem falar nos tipos de vilões que ela enfrentava, que beiravam aos tipos caricatos, do mesmo moldes dos vilões do Batman do seriado homônimo da década de 60. Mesmo com esses ingredientes que podiam levar a série ao fracasso, o que vimos foi o inverso. A série se tornou ultra popular. A Toei vendeu horrores de bugigangas relacionadas à série. Por causa disso, tiveram que esticarem a série em dobro, praticamente. Patrine, que teria SÓ 28 episódios, foi para 52 (!). Emoticon gasp . Colocaram um vilão fixo (Diabolo) e ainda tinha os secundários. A trama abusava do humor pastelão, mas, que agradava as meninas JAPONESAS de 4 a 8 anos da época.

Mas, como Patrine foi recebida no Brasil? Bem... Japão é Japão... Brasil é Brasil... o que pode ter dado certo na terra do Sol Nascente pode não ter dado certo para os tupiniquins. Patrine chegou numa época em que os tokus já estavam estagnados na TV brasileira, no caso, o ano de 1993. Foi anunciada como a substituta da apresentadora Angélica, que saiu da emissora naquele ano. O slogan de chamada era mais ou menos assim: “Vem aí, a nova rainha dos baixinhos....”, e foi com essa frase que Patrine estréia nas manhãs da Manchete, no programa Dudalegria. Como falei, ela chegou não numa boa fase para os tokus. Primeiro, o gênero já estava saturado. Segundo, desde 1987, o público PRINCIPAL dos tokus eram os meninos (não to dizendo que tinha meninas que assistiam, mas, a vasta maioria eram meninos que assistiam as séries). De 1987 até 1993, se passaram 6 anos. Meninos que tinham 7 anos em 87 já estavam com 13 em 93, ou seja, no primeiro ano da adolescência. Eles já estavam acostumados com lutas sangrentas, combates com forte carga dramática, trilha sonora empolgante e vilões sérios. Aí, de repente, chega uma série onde não se tem super-poderes, efeitos especiais mirabolantes, monstros pavorosos, roteiro poderoso que te prende, mas o inverso, onde se apelam para a comédia pastelão, vilões caricatos que não possuem respeito, enfim, todo o inverso do que as pessoas estavam acostumadas a ver. O resultado disso tudo? Fracasso de audiência e falta de interesse dos telespectadores. A série, infelizmente, foi tão mal recepcionada que a série não foi nem dublada por completa. Muitas pessoas viraram o nariz para a mesma. A falta de uma heroína “sexy” com as de super-sentais e de heróis que exalam testosterona como os heróis nas outras séries fizeram o povo ter uma certa repulsa para a série. Mas, é para tanto? Bem... estou um ancião de tanto dizer que tokus são feitos por japoneses para crianças japonesas. E que nós, brasileiros, assistimos de penetras. Somos de um jeito e os japoneses são de outro. Patrine é uma série tão “tosca” que, de tanto ser “tosca” a faz ser uma série legal. Nós nunca vamos conseguir engolir até hoje o porquê de um vilão empanar brinquedos, o porquê de uma divindade shintoísta tirar férias na Itália numa Ferrari com uma loura ou um vilão roubar os cadernos das crianças para resolver as lições de casa e devolvê-los resolvidos. Mas, essas ilógicas fazem a série ter seu charme e ser um atrativo a mais. Patrine provou que não precisa ter uma heroína sexy, ter lógica, explosões mirabolantes, vilões e monstros pavorosos, mas sim, um carisma e uma simplicidade estética e moral que convencem. Patrine quebrou todos os paradigmas do conceito de se fazer tokus. E o resultado foi um sucesso estrondoso no seu país de origem. Por mais que MUITOS que se dizem “toku-fãs” aqui no Brasil digam que Patrine “nem deveria ser chamada ou mencionada no mundo toku”, a série não é de se jogar fora. Ela é excepcional. Merece ser vista e revista. Ela conseguiu suprir o seu objetivo: divertir as meninas de 4 a 8 anos no Japão e seu sucesso foi tanto que inspirou na criação de animes de sucesso como Wedding Peach e Sailor Moon (cujos autores reconhecerem que se inspiraram nessa série para criarem suas heroínas), teve um “remake” e ainda por cima aparece num dos filmes Taizen. E, na minha opinião, Patrine possui uma das melhores trilhas sonoras que já vi num toku, perdendo apenas para Fuun Lion Maru (tanto nas BGMs como nas OSTs). Se você engolir seu preconceito para uma série para meninas de 4 a 8 anos, vai ver em Patrine um TOKU (sim, querendo ou não, Patrine é um TOKU) que vai te dar horas de lazer e uma diversão saudável que move a nossa mente para uma infância simples e inocente. XD.

JAKQ Dengekitai: Episódio 4 - Download

By : Charles William Krüger
Olá, amiguinhos.

O episódio já estava disponível em inglês, graças aos nossos amigos do Love & Care, há algum tempo, mas só agora disponibilizamos ele. Essa demora foi motivada por pura preguiça.

Vocês vão nos perdoar?

Droga... :(

Enfim, sejam felizes. Efusivo abraço.



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