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TOP 10 de Trilha Sonora de Sentais

By : RodrigoPatoDonald

“E a música, a música me faz contente...”



Bacanudos e bacanudas do meu amado Rampage. Tudo bem com vocês? Venho por meio desta expressar a minha alegria por postar esse TOP 10. Por quê? Porque não é opinião SÓ minha, mas a opinião de outras pessoas. Conversei com outros membros do Rampage e outros visitantes e chegamos a um bom senso sobre quais os sentais com as melhores trilhas sonoras. Lembrando: essa é uma opinião SUBJETIVA. NÃO é para se tomar como padrão do que deve ser seguido. Foi só para vocês terem uma noção do que os 40 super sentais (praticamente 40...) têm para nos oferecer em trilha sonora.

Já falei sobre trilha sonora nos tokusatsus uma vez na revista Neo Tokyo de número 101. Então, para algo mais abrangente, recomendo a folhear a revista por lá. :D . Aqui, vocês vão encontrar um top 10 com trilhas sonoras que agradaram um grande público. Sabemos que cada pessoa possui o seu estilo e gosto para músicas favoritas. Então, vamos lá. Aqui foi avaliado o conjunto: OSTs (canções originais) e BGMs (músicas de fundo). Então, não esperem que seja avaliado um ou outro isoladamente. Foi avaliado também o impacto das músicas NAS séries em questão. Querem saber os nossos gostos? Então, sentem no sofá, coloquem o fone de ouvido e  viajem para o que nossas amadas séries têm a oferecer. Vamos lá?

10- Bioman.

O grande charme de Bioman está no fato de possuírem baladas descoladas dos anos 1980. O maior trunfo da trilha sonora está na canção Sexual Lady, que possui um toque “oitentista” e um título que permite diversos trocadilhos devido ao péssimo gosto da escolha do nome e piadas devido a sua letra inusitada. Uma trilha sonora bem agitada e que vale a pena ter algum contato. Um prato cheio para quem curte o vozeirão do Takayuki Miyauchi.



09- Boukenger

Juro que ficamos em dúvida se colocaríamos Boukenger ou Dekaranger aqui. Boukenger foi escolhido por causa do equilíbrio. Algumas músicas beiram a baladas pops mais light. Outras apelam para o envolvimento dos temas de metal que transformam as cenas em momentos épicos. Vamos encontrar muitos solos de guitarra e baixo, misturados com instrumentos clássicos, como piano e flauta. As canções possuem um “cheiro” de aventura.



08- Liveman

Outra trilha sonora clássica com arranjos dos anos 1980. Uma grata surpresa de Liveman é que o protagonista canta a abertura e a única integrante feminina canta outro tema central. Vale salientar também que a maioria dos temas de fundos é baseada nas canções da série e os arranjos fazem com que as pessoas entrem no clímax de Liveman. Claro que Liveman não devia ficar de fora.



07- JAQK

Um dos principais motivos para JAQK estar aqui está no fato de encontrarmos a voz de Isao Sasaki, o “Elvis do Japão” em grande parte da trilha sonora de JAQK. Os arranjos das canções e dos temas de fundo lembram e MUITO o estilo Enka (não estou afirmando que seja, OK?), o que pode agradar e MUITO aqueles que preferem algo mais “clássico” (mais antigo). E a voz poderosa de Sasaki ajuda a reforçar essa ideia.



06- Hurricanger

Talvez aqui tenha mais pesado as BGMs do que as canções. As músicas são equilibradas no sentido que possuem MUITOS arranjos contemporâneos e, vez ou outra, podemos encontrar algum som de instrumentos tradicionais japoneses, como o shamisen (bandolim japonês). Aqui, cada música combina e muito com as cenas propostas. Destaque para a música Kaze Yo, Mizu Yo, Daichi Yo, que une o Metal com o tradicional.



05- Shinkenger

As BGM de Shinkenger são muito bem compostas. Os arranjos instrumentais trazem música folclórica japonesa, mas com uma pegada power metal. Simplesmente incrível. E ainda temos tema do Samurai Gattai Shinken-Oh cantado pelo Kushida... Sem mais.



04- Carranger

Pelo que andei pesquisando, a trilha de Carranger foi a que MAIS vendeu da franquia e ajudou a salvar a mesma de entrar num hiato. E, como pude dar uma conferida, realmente a trilha de Carranger é uma delícia, com arranjos bastante alegres que nos fazem entrar no clima despretensioso para qual a série foi feita. Com certeza mereceu estar aqui.



03- Flashman

Confesso que a trilha de Flashman foi uma escolha da minha pessoa e eu quis colocá-la nessa posição. As canções possuem ótimas baladas oitentistas que exalam a dramaticidade e os clímaces que a série nos mostra. As BGMs apelam, em muitos momentos, para a música clássica, com ótimas músicas que nos marcam em MUITOS momentos (principalmente as de pegadas mais dramáticas).



02- Magiranger

Tanto as canções como as músicas de fundo de Magiranger flertam, em sua vasta maioria, para aquelas músicas de new age (aquelas músicas de relaxamento). Isso foi bastante conveniente pelo fato do tema da série (magia e criaturas fantásticas) pedir esse tipo de música. Claro que vamos encontrar alguns temas mais pesados, mas o que predomina em Magiranger e o que mais marca, são os temas em New Age. Destacam-se os temas Peace in the Heaven e Forever (da Sereia).



 01- Kakuranger

Essa eu confesso que fiquei impressionado. Os temas instrumentais conseguem misturar arranjos tradicionais antigos em instrumentos tradicionais como taiko, shamisen e sakuhachi com canções contemporâneas que faz com que viajemos para o Japão Feudal através da série. Com canções impactantes (como Muteki Shogun Tadaima Sanjou e a emocionante Kiai Hyappatsu Kakuranger, num performance magistral de Nobuhiko Kashiwara e seus gritos ecoantes de WOOOOOOO.....). Enfim, mereceu estar aqui nesse primeiro lugar com essa trilha primorosa.



Essa foi a lista do Rampage. Concordam? Discordam? Fiquem a vontade para comentar.  Espero que gostem da nossa lista.

The search goes on...
:D


O que é Temática em Tokusatsus?

By : Kleber

Recentemente eu vi uma pequena polêmica envolvendo a palavra temática, em relação á tokusatsus.

Mas, afinal de contas, o que é temática? É a mesma coisa que tema?

Temática é um conjunto de temas que caracterizam uma obra. Mas algumas pessoas confundiram tema (assunto) com temática (conjunto de temas).
Um tokusatsu não precisa ter apenas um tema em sua história. Um tokusatsu pode abranger “n” temas que podem (ou não) ser condizentes com seu enredo.

Pra ilustrar melhor e ficar bem caracterizado a diferença entre tema e temática, peguemos primeiro um exemplo que foi exibido aqui no Brasil: Spielvan

Spielvan tem como temática a preservação da água (e do meio ambiente, por conseqüência), viagem dimensional e viagem no tempo (vamos nos ater apenas a esses três, embora possa haver mais temas que eu esqueci). A ênfase maior da série é em o Imperador Water querer consumir toda a água potável do nosso planeta e transformar o planeta em algo pútrido, poluído, mas os demais temas que eu citei são coisas abordadas (constantemente) durante a série.

Agora peguemos como exemplo a série que gerou o tal burburinho sobre temática (e que não foi exibido no Brasil): Liveman

Liveman tem como tema central a ciência, isso é um fato inegável. Porém, para uma série chamada “Esquadrão das Super Feras”, em que os heróis usam codinomes de animais quando se transformam (Red Falcon, Yellow Lion, Blue Dolphin, Green Sai*, Black Bison), as armas que eles utilizam tem o design do seu animal respectivo e os mechas têm o design do animal respectivo de seu ocupante, é inegável que o segundo tema da série seja animais. Ou seja, a temática de Liveman é ciência E animais.
*Sai = Rinoceronte


Portanto, muita calma na hora de tirar conclusões. Quando falamos na temática de um tokusatsu, estamos falando de todos os temas envolvidos nesse determinado toku. Um tema não anula o outro, muito pelo contrário, um tema complementa o outro. Não é porque um tokusatsu pende mais para um tema, que o tema secundário (ou terciário) não tenha importância, não seja relevante. OK?

Gostou da matéria? Gostaria de sugerir algum tema? Vá ali embaixo e deixe seu plá nos comentários!
- Kleber "Nazca"

Reviews do Tio Donald: Choujuu Sentai Liveman

By : RodrigoPatoDonald

Liveman - Quando nossas maiores decepções vieram de nossos melhores amigos.

Bem... ultimamente eu tenho passado um momento muito delicado da minha vida emocional. Eu e um amigo MUITO querido mesmo, mas, QUERIDO no grau superlativo, estamos brigados. Do nada, nós rompemos a amizade e isso tem me causado uma dor enorme no meu peito. E confesso para vocês o seguinte: assistir Liveman foi massacrante para mim, pois a situação apresentada ali é a mesma para qual eu estou passando.
Liveman conta a história de traição, renegação, decepção e muito sofrimento. Três jovens estudantes de uma prestigiada Acadêmia Espacial renegam sua natureza humana e viajam ao espaço com o Dr. Bias do Império Volt para serem cientistas que desejam extinguir a humanidade e resgatar a natureza do nosso planeta. Ou seja, para salvar o planeta, os seres humanos deveriam ser extintos. Segundo a concepção do Império Volt, os humanos são a escória dos seres vivos (o que não deixa de ser verdade) e eliminá-los seria a salvação do Planeta (embora os próprios vilões de Volt admitirem que nunca pararam para analisar as belezas do nosso planeta).
Como já falei uma vez, Liveman conta a história da evolução dos vilões (no caso, o trio Mazenda, Obular e Kemp). Nossos heróis são meros coadjuvantes dessa estória toda. Nossos vilões eram amigos dos heróis. E eles simplesmente os traíram. Chuvas de decepções vieram uma atrás da outra. Lágrimas rolaram e o ódio floriu. E assim, passamos a série inteira acompanhando as superações dos heróis com as muitas decepções que seus ex-amigos lhes deram.
Temos um início promissor. Uma dupla de episódios iniciais recheados de genocídio e uma violência que eu achei meio que exagerada foram o estopim para o que a série nos mostraria. Percebendo o erro, parece que a equipe de roteiristas resolveu apresentar, do terceiro episódio até o episódio 14, episódios com tramas leves que, em muitas vezes, chegava a ofender a inteligência do telespectador (vide aqueles episódios do dinossauro, que é uma aberração). Mas, do episódio 15 em diante o que vemos é uma série que explora ao extremo a tensão do telespectador. com alta dose de dramaticidade e emoção. Do episódio 15 em diante, o que vimos em Liveman é uma rede que é lançada e você fica preso nela e fica agoniado com o que nos é apresentado.
Passamos a série toda torcendo pela regeneração dos vilões. A série foi delicadamente escrita de um jeito que vocês não pegassem ódio dos vilões e que torcesse por eles. O que vemos ali não é uma luta pela vingança. Embora os heróis falam de "vingança", a vingança que eles queriam praticar é, na verdade, um ato (desesperado, diga-se de passagem) de fazer com que o trio de renegados reconheçam suas falhas e suas humanidades e voltem a fazer o bem. Temos muitas cenas tocantes, embaladas com músicas que complementam as cenas, onde o desespero dos heróis se confrontam com a frieza do trio.
Vemos em Liveman também uma série com ótimos personagens, que foram bem explorados. Só achei desnecessário a entrada do Tetsuya e do Junichi. Admito que EU percebi que o Junichi teve uma participação mais ativa que o Tetsuya, mas mesmo assim, a entrada dos dois me deu uma conotação desnecessária. Ou seja, não acrescentaram em nada para a trama. Teve também o mal aproveitamento de personagens como Guilti e Butchi. Guilti então, é um exemplo de personagem mal aproveitado. Ele chegou botando moral, mas acabou se tornando um mero figurante. E sumiu da série daquela forma grotesca.
Um dos maiores charmes de Liveman é o fato da série ter uma trilha sonora agradável, destacando o tema da Megumi e o tema de abertura. O visual dos vilões e dos heróis é algo bacana de se ver. Cenas lindas e bem coreografadas permeavam a série.
Enfim, Liveman tirou o posto de Dekaranger e se tornou um dos meus sentais favoritos. Ele está no meu ranking de número 4 (perdendo apenas para Boukenger, Turboranger e Kakuranger). Ou seja, não se deixem impressionar pelos episódios iniciais. A série vai te surpreender e MUITO e com certeza vocês vão colocá-la nos seus favoritos também. E, do mesmo modo que a série me ensinou que eu devo esperar um tempo certo para a reconciliação com o meu amigo, vocês vão aprender alguma coisa com a série. SUPER LIVE CRASH!!!!

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